terça-feira, 11 de julho de 2017

Segredo.11.14


21 comentários:

  1. Vejo por ai muita gente com o mesmo estigma, o corpo cheio de tatuagens, cheio de silicone. Espero que não vás por aí...

    NM

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    1. Ter o corpo com tatuagens é reflexo de um estigma em relação ao corpo?! Está certo. Vê-se que percebes da arte... Só que não.

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    2. Fox, no sentido figurado, a palavra estigma refere-se também a algo considerado indigno, desonroso ou com má reputação. Foi nesse sentido que o anónimo (14:53) se referiu, alertando para os perigos de fazer certas asneiras ao corpo julgando que dessa forma poderá torná-lo mais bonito.

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    3. FOX! As razões podem ser variadas, assim como os desenhos utilizados, mas uma coisa é certa, as tatuagens têm a função de modificar a auto-estima, ou seja, as marcas sobre o corpo oferecem a quem as utiliza um tipo de “poder” ou distinção sobre os outros. Além disso, a tatuagem pode servir para que se sintam mais atraentes, ou seja, chamem mais a atenção. E sim, tens razão, não percebo nada de tatuagens.
      NM

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    4. NM, as tatuagens oferecem o quê? Poder? Boniteza? Distinção sobre quem?
      Desculpe mas não concordo com nenhum destes argumentos. As tatuagens podem de facto modificar a auto-estima mas até nesse ponto nada indica que seja para melhor. De resto não trazem nada, não oferecem nada e não servem para nada. Coloque uma mulher nova e bonita com a tatuagem de uma borboleta e uma mulher bastante idosa com a mesma tatuagem e vai ter a possibilidade de avaliar se é a tatuagem que embeleza a mulher ou se é a mulher que embeleza a tatuagem!
      E mais não digo senão levo já com um banho de tatuados ofendidos.

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    5. Francisco! Tive o cuidado de colocar a palavra poder, entre aspas. Eu não sei o que elas oferecem, porque não tenho nenhuma, mas alguma coisa significam na perspectiva de quem as tem. Nada, é uma palavra vazia.
      NM

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    6. Francisco, no sentido literal, a palavra distinção refere-se também a uma diferença, qualidade distintiva. Pode ter sido nesse sentido que o anónimo (16:26) se referiu, alertando para a inocuidade de fazer certos adornos ao corpo julgando que dessa forma (ou de qualquer outra) poderá achá-lo mais bonito, decorado ou interessante (conforme convenha ao que quer para o corpo - que, a propósito, é seu).

      Assinado: Anónima não tatuada que conheçe quem o seja sem ser inferior por isso, e que deposita bastante fé na frugalidade e no minimalismo do Francisco - dou-me respeitosamente à liberdade de omitir o cognome - que lhe dá moral para escrever estas frases-feitas descontextualizadas que transbordam de altivez.

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    7. Anónimo (17:38),
      Antes de mais saiba que eu nunca precisei de moral para falar, faço-o muitas vezes (demasiadas até) sem qualquer tipo de moral e sem me preocupar com a minha aparente altivez, o que é bastante estranho para alguém que, supostamente, a confiar nas suas palavras, devia ser frugal e minimalista. Interessante esse seu paradoxo. Confesso que nunca tinha visto um destes. Não sei a que frases-feitas se refere. Estive a reler o meu comentário e não vi lá nada que fizesse levantar sequer a suspeita de ter dito algo que não fosse meu. Foi tudo inócuo para o meu ego. Mas como você revelou ser entendida em paradoxos, podia ser que tivesse a intenção de criar mais um. Não vou insistir no tema das tatuagens, considero-as tão inúteis que nem sequer justificam o tempo que gastei e as poucas palavras que escrevi à respeito delas.
      Faço-lhe apenas um pedido. Por favor, não queira depositar fé em mim. Nem sequer queira gostar de mim. Se alimenta uma má ideia, posso garantir-lhe desde já que sou muito pior do que isso. Talvez tudo o que diga lhe pareça descontextualizado mas, a crer nas suas últimas palavras, não sou eu que estou a precisar de contextualizar.

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    8. *Altivez e opiniões precipitadas (e/ou frugalidade/minimalismo - honestamente não entendi onde foi buscar a figura de estilo, se a um lado se a outro; se neste, veja o ponto 2) não são mutuamente exclusivas, logo não formam um paradoxo (muito menos um que seja "meu"). Quando a falar demais sem moral... Congratulo-o;

      *"Frugal e minimalista" não são características que lhe atribua - não o conheço -; referia-me àquilo de que alguém que diz que algo "não traz nada, não oferece nada e não serve para nada" tem de ser exemplo para escrever essas palavras, sob risco de incorrer no pecado da soberba;

      *Frases feitas não são plágio, são clichés ("maneira de falar consagrada pelo uso", cf. https://www.priberam.pt/dlpo/frase). Ou seja, o tipo de chavão irrefletido que geralmente serve para fundamentar julgamentos apressados;

      *A fé era ironia (ver segundo ponto). O paradoxo não existe (ver primeiro ponto). Não gosto nem desgosto do Francisco; não o conhecendo, não nutro sentimentos - positivos ou negativos - em realação a si. Não lhe pretendia responder a si, mas sim ao comentário que fez. Logo, a questão não é pessoal.

      Será contexto suficiente? Não pretendo alimentar uma discussão, mas não tendo o senhor interpretado corretamente o meu comentário senti-me no dever de esclarecer.

      Cumprimentos

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    9. Anónimo (00:08),

      Eu não sou obrigado a adivinhar o que lhe vai no pensamento, limito-me a analisar dados concretos, que neste caso foram disponibilizados pelo seu comentário.
      Analise esta frase sua: "Anónima...que deposita bastante fé na frugalidade e no minimalismo do Francisco". Frugalidade refere uma pessoa poupada, económica, prudente nos gastos, que é como quem diz, sovina. Minimalismo refere-se a um movimento artístico ligado às arte visuais, design e música, e acho que neste caso você enganou-se no termo e quis antes dizer "mínimo", do tipo, curto de ideias e pensamento. Ora altivez, por sua vez, não me passando pela cabeça que quisesse me chamar de nobre ou homem digno, refere-se no seu sentido mais pejorativo a alguém convencido, sobranceiro, presunçoso e arrogante. Assim, o paradoxo está bem visível. Não posso ser simples e poupado de ideias...e convencido e arrogante em simultâneo. Ou sou seco ou sou molhado. As duas coisas é que não.

      Se frugal e minimalista se referia aquilo que disse, para a próxima tenha o cuidado de fazer menção ao facto. Como disse, não sou obrigado a ler a sua mente. Quando alguém diz. A frugalidade e minimalismo do Francisco, essa pessoa refere-se a mim pessoalmente e não aquilo que disse.

      Para contexto, ainda não foi suficiente mas considero que apesar das incongruências demonstradas ainda assim ficou muito melhor. Melhor sorte para a próxima.

      Os meus cumprimentos.

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    10. Não me enganei em termo nenhum, e se usei as expressões não necessito de excertos dos excertos que lhe surgiram quando as pesquisou no Google.

      Em primeiro lugar, isso continua a não ser um paradoxo. Por exemplo, alguém poderia ser frugal, poupado e desconectado dos bens materiais e ser arrogante para com os outros por achar que isso o torna superior. Não seria perfeitamente possível? (Pergunta retórica, antes que comece a responder.) Uma característica "má" pode coexistir com uma considerada boa na mesma pessoa, isto não forma sempre um paradoxo.

      "Não posso ser simples e poupado de ideias... e convencido e arrogante em simultâneo" - precisamente, pode sim. Aqui a simplicidade refere-se à simplicidade na vida (mínimo de bens, etc.), não à simplicidade sinónima de humildade.

      Em segundo lugar, mesmo que fosse um paradoxo o que diz não faz sentido. Como mencionei acima - pensei que estivesse explícito, se não após o primeiro comentário, então após o segundo -, foi com ironia que escrevi isso. Se não for ainda suficiente, dou-lhe uma definição (já que parece gostar delas): "Ironia - Expressão ou gesto que dá a entender, em determinado contexto, o contrário ou algo diferente do que significa. Quando disse que "depositava bastante fé na frugalidade e no minimalismo do Francisco", queria dizer precisamente o contrário: que estava certa de que também o senhor tinha na sua vida coisas que aos olhos de outros talvez "não tragam nada, não ofereçam nada e não sirvam para nada", porque praticamente todos nós o temos. O que, convenhamos, nos retira alguma legitimidade que alguma vez poderíamos ter para criticar as coisas "desnecessárias" que julgamos ver na vida dos outros.

      Não tem de ler a minha mente, tem de interpretar o que eu escrevi. É uma questão de interpretação de texto, não de superpoderes (embora por vezes pense que de facto a interpretação textual tem o seu quê de superpoder...). Quando faço uma afirmação ela não vive por si só, tem um contexto em que está imersa. Descontextualizar e representar erradamente o que alguém disse de forma a mais facilmente criar contra-argumentos é intelectualmente desonesto e tem um nome: falácia do boneco de palha.

      O contexto nunca será suficiente quando não se consegue (ou se quer) interpretar com honestidade e atenção o que outrem disse. Mas não lhe posso transmitir isso através de um comentário do Shiuuuu.

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    11. Anónimo (10:51),
      Tenho de reconhecer que você defende-se bem...e sabe usar tão bem quanto eu certas tácticas de contra-argumentação que por vezes utilizo mediante as necessidades que tenho (e que você me acusou de usar). Se não for advogada na vida real considere fazer disso profissão. Mas, embora compreenda as razões que a levam a fazer isso, não pode simplesmente designar a simplicidade da forma como lhe dá mais jeito. Se referi um paradoxo, obviamente que foi por considerar a simplicidade na forma de humildade (Convencido + Humilde = Paradoxo), porque era direito meu fazê-lo já que nada do que disse anteriormente induziu o contrário. Apenas os seus comentários mais recentes fizeram isso.
      A ironia foi a frugalidade e o minimalismo do Francisco? Estranho, julguei que tivesse dito que tinha sido só a fé...pelo menos a acreditar no que disse no seu comentário anterior. Com que então era a frase toda? Bom, ainda bem que você foi bastante explicita...neste seu último comentário. Ou vai haver mais surpresas?
      Sinto muito dizer isso mas, para quem se diz explicita, você ainda precisa de desenvolver melhor essa sua capacidade. Não pode pensar que pode iniciar um pensamento, um anagrama, ou debitar mensagens encriptadas para que seja eu depois a resolver/ordenar tudo. Se começa uma coisa, termine-a. Não deixe as coisas pela metade. Sinto muito mas limito-me a interpretar o que leio. Sou homem e não gosto de ilações de 1º, 2º, 3º grau...de 10º ou 29º sentido, etc, como as mulheres tanto gostam de criar e que acaba por prejudicar a sua escala de evolução. A nossa mente funciona de forma mais simples, clara e concisa. Para nós é preto no branco, ou melhor, branco no preto no caso do Shiuuuu...

      Mas não precisa de me convencer que estou perante alguém inteligente. Nesse ponto, você já me convenceu. Um bálsamo contra a frugalidade intelectual que vejo constantemente revelada no Shiuuuu.

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    12. A questão é que eu nunca falei de simplicidade - apenas de frugalidade e minimalismo. Estas características podem ser de certa forma sinónimas de "simplicidade", mas são sinónimos imperfeitos: apenas se sobrepõem com a simplicidade quando esta toma um significado específico, e este é precisamente, dos dois principais, aquele que não forma um paradoxo com "ser-se convencido". É simplicidade material, por oposição à espiritual (digamos assim). Se alguma dúvida restasse, o teor do segredo - bem como da cadeia de comentários - dela trataria.

      Por vezes dizemos que uma pessoa é simples referindo-nos às suas (poucas) posses, mas nada disso nos esclarece acerca da sua simplicidade, em maior ou menor grau, de caráter. É no primeiro sentido que as palavras que usei nos informam, e não no segundo; logo, o oxímoro continua a ser inexistente. Ou seja, frugal + minimalista (o que eu disse inicialmente) + convencido != paradoxo; isso não implica que a sua "equação", como a colocou, esteja menos correta, apenas não representa a minha "tese", e portanto é irrelevante no que concerne a este debate.

      Novamente, é uma questão de interpretação: nada que não esteja escrito, se tomarmos o que escrevi tão amplamente quão amplo seja, sem passar para o plano da adivinhação - ou seja, fazendo uso das nossas capacidades linguísticas, e para isso não temos de (mais: não devemos) cruzar as fronteiras da razão. Se eu digo que "tenho fé em que seja X" e estou a ser irónica, então não tenho fé em que seja X, portanto a característica X foi-lhe atribuída ironicamente. É uma derivação lógica e necessária.

      Não escrevi por meias-palavras; penso que na comunicação é justo assumir a compreensão de leitura do recetor. Se me permite especular um pouco... Presumo que o Francisco não seja um grande fã de literatura, nomeadamente de textos de sátira? É possível que eu incorra em ligeiras ambiguidades, mas vejo que não é de todo apreciador de recursos estilísticos, o que não facilita o entendimento mútuo. Digo isto porque, após este curto diálogo aqui no Shiuuuu, imagino que com esse desapreço pela ironia seja quase "doloroso" familiarizar-se com a obra de Jane Austen, por exemplo, ou mesmo de Dickens, cujos escritos - mais ou menos sarcásticos - são com toda a certeza mais elaborados do que os meus comentários. (Note que isto não é de forma nenhuma um reparo que pretenda dizer respeito às suas capacidades, apenas aos seus gostos - achei por melhor ser tão explícita quanto possível neste ponto, porque não pretendo insultá-lo.)

      Tendo em conta a minha experiência própria e algumas bases científicas, não reduziria isto a diferenças de género.

      Agradeço o elogio, embora duvide da sua fiabilidade, tendo sido baseado numa sequência de comentários no Shiuuuu. ;)

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    13. Anónimo (21:00),

      Seria muito deselegante da minha parte não manifestar que li muito carinhosamente o seu comentário. Louvo o seu esforço e a dedicação que deu a esta sequência de comentários. Perante os seus argumentos, não é nenhum desprimor para mim dar-me como vencido. Não sou o convencido que muita gente julga e gosta de advogar no shiuuuu (mas não diga a ninguém). É tudo uma questão de saber falar comigo com respeito e educação. Sim, também adivinhou a minha disposição emocional para a leitura. Ficará chocada de saber que nunca li um livro em toda a minha vida. Nenhum mesmo. A leitura aborrece-me. Isso não quer no entanto dizer que não consiga familiarizar-me com a obra da autora que referiu (Jane Austen). Se a lesse, estou seguro que saberia reconhecer facilmente o seu estilo e linguagem (é um dom que tenho desde sempre). Mas teria que ter uma boa razão para fazê-lo, que é como quem diz, um milagre. Desculpe-me ter cedido a tentação de reduzir isto a diferenças de género.

      Para finalizar, peço-lhe que aceite o meu elogio sem quaisquer tipo de reservas. É frontal e sincero, como tudo aquilo que faço na vida. ;)

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    14. Bem, agradeço. Há quem leve debates na internet sempre de forma pessoal e "amue" em vez de comentar as coisas civilizada e logicamente, é refrescante "discutir" com alguém que não faz isso.

      (Eu guardo o "segredo", sendo assim - parece-me um site apropriado para isso, afinal de contas.)

      Sim, era exatamente isso - não falava de capacidades, apenas de disposição para esse tipo de leituras.

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  2. Se for algo que possas mudar, quer por mudança de alimentação ou prática de exercício físico, porque não começar hoje?
    Se não gostares de ti, quem gostará? :)

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  3. Mas é o que tens, por isso quanto mais cedo o começares a apreciar, melhor. Aceita-o e vive livre de preocupações.

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  4. Eu acho que se sofre menos se nos aceitarmos como somos...

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  5. Tem coisas no meu corpo que também não gosto...

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