sexta-feira, 20 de outubro de 2017

Segredo.20.17


19 comentários:

  1. E eu já estou quase nos 50 e sofro do mesmo mal. Isso não acontece só a si, nem é nenhum defeito, é um mal crónico que ataca a sociedade em geral.

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  2. E não conseguiste porque...

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  3. Aqui 39 anos, idem aspas aspas.

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  4. É o presente estado da sociedade e destas novas gerações. Por mais que se procure inverter a situação, não será fácil de estruturar as nossas vidas como outrora foi.

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    1. São duas realidades que também não podem ser equiparadas. Nos tempos de "outrora" devido à pobreza e às dificuldades da vida as pessoas eram privadas de tudo e foram educadas a poupar tudo aquilo que podiam, mas nestes tempos modernos, nos quais nunca fomos privados de nada, fomos educados a gastar e consumir...e é por isso que calçamos sapatilhas de 100 Euros e oferecemos Smartphones de 300 Euros aos nossos filhos de 12 anos para eles poderem levar para a escola. Depois, claro, é muito difícil poupar seja o que for...

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    2. Nem tem a ver com poupança ou hábitos de consumo. Tem a ver com o facto de antigamente existir emprego para todos os que de facto queriam trabalhar, de haver empregos "para a vida" e de agora vivermos de contratos a termo certo e estarmos sempre à espera de levar um pontapé no rabinho e ter que começar de novo noutro lado qualquer.
      Não é só uma questão de maior exigência a nível de consumo ("termos que ter" carro, casa, telemóveis xpto, roupas de marca, etc etc). Há pessoas que, mesmo sendo poupadas e não tendo esses hábitos de consumo, não conseguem fazer face a despesas mais básicas por si mesmos pois trabalham em part-time/recebem menos que o salário mínimo/não têm estabilidade no emprego/etc.

      Parece tudo tão fácil quando é com os outros, não é?

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    3. Não tem necessariamente que ver com poupança, de facto. Eu poupo cerca de 40% do que recebo mensalmente e sei que, quando o meu contrato terminar, essa poupança não durará muito tempo. O problema é mesmo a precariedade.

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    4. Anónimo (12:01 e 14:54),

      Discordo, tem tudo a ver com poupança e hábitos de consumo. Da mesma forma como acho errado a gente generalizar também acho errado a gente singularizar e criar verdade absoluta com base num caso particular. Antigamente havia mais empregos mas nem por isso havia mais riqueza. A precariedade é um grave problema mas não justifica tudo aquilo que hoje em dia aflige a vida do ser humano. A maior diferença é que a sociedade de antigamente não era tão vaidosa nem tão sofisticada como aquilo que ela gosta de ser/mostrar hoje. As crianças brincavam muitas vezes descalças na rua, as sapatilhas eram gastas até desaparecer as solas, as roupas duravam vários anos no armário e os sapatos iam várias vezes ao sapateiro mudar a sola até saírem de circulação. Não havia tablets, telemóveis, PS3 ou PS4 ou outras consolas de jogos, Tv Cabo, Computadores portáteis ou Internet, infantários, ATL's, 20..30 ou 50 manuais escolares para o 1º e 2º ciclo, actividades extra-curriculares, Ballet, piscinas, idas regulares ao Pediatra no qual se paga 50 Euros, casamentos em "Quintas" e transportes em Limousines, idas a restaurantes uma vez por mês, TAKE AWAY e MC´DONALDS todos os fins de semana, a roupa era lavada a mão, a loiça idem, carros era contá-los pelos dedos, e fico-me por aqui porque senão esta lista nunca mais acaba. Veja lá que agora até já se publicita produtos para vaporizar um perfume na sanita das casas de banho públicas para que quem vier atrás de nós não pense que somos seres mal cheirosos e badalhocos. É incrível as distracções, os preconceitos e a quantidade de inibições que esta sociedade moderna conseguiu criar para si própria. Acha que tudo isso não tem um peso relevante na factura? Obviamente que tem e é precisamente esse o preço que estamos a pagar. A vaidade paga-se.

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  5. 22 anos, sou independente,não tenho país ricos e nunca tive facilidades.
    Trabalho e estudo para puder estudar e viver, pago renda,contas,propinas e ainda consegui comprar o meu carrinho, que não sendo novo nunca me falha.
    Não é comparar porque cada realidade é diferente,mas tenho mesmo q certeza de quem quer consegue, batalha e conquista.Quem se queixa sujeita—se e tem pena de si próprio.

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    1. Só porque essa é a tua realidade não tens de assumir que todos têm uma vida parecida com a tua. Detesto quando as pessoas medem as dificuldades dos outros pelas suas. Sabes lá em que região do país vive a autora do segredo; se tem problemas de saúde ou psicológicos, etc. Não fales do que não sabes.

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    2. Anónimo (23:23),
      Se o anónimo das 23:19 assumiu quase em letras garrafais para os burros conseguirem ver, que não pretendeu fazer nenhuma comparação entre realidades por reconhecer que elas são todas diferentes, qual vem a ser a razão do seu comentário? Foi falta de atenção da sua parte ou é falta de conhecimento?

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    3. Tudo depende, se a autora tiver um curriculo bom de mais, ninguem lhe dá trabalho, se for mau demais, ninguem lhe dá trabaho.

      Apartir dos 30 encontrar trabalho ja se torna muito dificil em Portugal, seja em que area for.

      Enfim...se fosse tudo preto no branco, "eu esforço-me" sinonimo de "eu trabalho", nao haveria tantos incompetentes no mercado de trabalho e nao haveria tantas pessoas talentosas que nunca terao uma hipotese de mostrar as suas capacidades.

      A autora só tem uma soluçao, emigrar. Com essa idade, nao lhe dao emprego nem numa loja, nem noutra area altamente qualificada.
      Infelizmente.

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    4. ótimo para ti. Eu tenho 25, estudei e trabalhei para pagar propinas e ter a minha vida. Consegui um trabalho "em condições" só há meio ano, até lá era biscates em lojas e coisas do género, a pagar misérias. Apesar de tudo, continuo a ganhar quase o salário mínimo, pouco mais, e nestas condições também não consigo ser independente a nível financeiro.

      Isto tudo para dizer que podemos ser qualificados, ter estudos e sermos trabalhadores e isso, ainda assim, significar muito pouco a nível financeiro. Batalho muito, luto pelo que quero, não fico de braços cruzados à espera que melhores dias cheguem. Ainda assim, nem sempre isso é suficiente.
      Não é ter pena de nós próprios, é ver a realidade como ela é. Para alguns poderá ser mais fácil do que para outros, mas todos temos as nossas batalhas. Não podemos é achar que, por nós termos conseguido, os outros também têm que conseguir. É como diz o anónimo das 23:23: não sabe se a pessoa que escreveu o segredo tem alguma limitação física e/ou psicológica, se tem muitos ou poucos estudos, onde vive, se tem acesso mais facilitado a emprego devido à zona geográfica onde se encontra, se luta ou não para ter essa independência.

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    5. Se ela diz: "mas tenho mesmo q certeza de quem quer consegue, batalha e conquista.Quem se queixa sujeita—se e tem pena de si próprio." parece-me que está a contrariar completamente a parte de não querer comparar realidades. Portanto vá defender donzelas para outra freguesia.

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    6. Anónimo (14:56),

      Mais uma certeza absoluta? Mas quem lhe disse a si que se trata de uma donzela? Será que é por ter ideias contrárias às suas e você ser um homem, é isso?
      Revi o comentário em causa e não existiu qualquer tipo de contradição. Quem parte à luta consegue o que quer e quem se lamenta acaba por desistir e sente pena de si próprio. Isto é uma realidade que se aplica a toda a gente! Mas que tipo de contradição é que você pensa ver neste comentário? Francamente...

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    7. Não vou perder tempo a discutir com alguém que obviamente acredita que é uma questão de esforço em algo que a maioria das pessoas neste momento tem dificuldade em adquirir. Sinceramente a sua opinião também não tem qualquer relevância para mim, por isso concluo a conversa por aqui.

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    8. Anónimo (03:53),

      Se a minha opinião (ou de todo aquele que estiver em desacordo consigo) não tiver qualquer relevância para si, não sei porque carga de água achou que a SUA opinião poderia beneficiar de um tratamento diferente. Quem não considera a opinião dos outros também nunca vê a sua opinião ser considerada...
      Quando você conseguir CONCLUIR isso terá também conseguido evoluir mais um pouco na sua escala de valor humano.

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  6. Fui assim até aos 28 anos. Comecei a sentir-me sufocada em casa dos meus pais. Decidi mudar. Emigrei há 18meses. Com 30 (e meio) sou independente financeiramente, pago renda, contas, viajo, poupo. O preço a pagar é estar longe e o clima não é maravilhoso, mas foi a melhor decisão que tomei. Provei a mim mesma que posso fazer e atingir o que quiser.

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  7. O mesmo por aqui.Mesma idade e mesma situação.Sem perspectivas de mudança.Trabalho estável,relação estável.Mas não quero depender de um homem,e muita coisa há a "prender-me",até eu própria.

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