segunda-feira, 4 de junho de 2018

Segredo.04.15


24 comentários:

  1. Quando se é mãe e principalmente nos primeiros anos de vida do filho/a muita coisa fica para trás. Há Mães que se esquecem até de si, de arranjar as unhas das mãos e dos pés, comprar roupas,cuidado com a alimentação,ler um livro, ouvir uma música e de ver uma série etc etc. Mas com o tempo tudo muda e volta a “entrar no jogo.” Portanto e para concluir, não foi você que perdeu as amigas, foram as amigas que a perderam a si, porque todo o tempo é pouco.

    Nuno

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    1. Eu não sou mãe e a minha forma de arranjar as unhas das mãos e dos pés é cortá-las. Talvez as mulheres que são mães sintam uma pressão tão grande para serem perfeitas porque já lhes é exigido/esperado um rol de coisas só por serem mulheres.

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    2. O Nuno nunca foi mãe portanto não sabe o que é sê-lo. Se a sua visão da vida de uma mulher é tão superficial efectivamente não parecia. Erro meu que o tinha como um homem e não um machista.

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    3. Nuno as mulheres depois de serem mães não se esquecem....não têm é tempo livre e muitas vezes dinheiro extra para gastar...

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    4. Sou mulher e concordo com o Nuno porque vi isso acontecer com amigas minhas. Não é comentário machista mas sim realista.

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    5. "vi acontecer com amigas" = não tenho experiência de vida nenhuma. Reduzir uma mãe no pós parto a isto é superficial, mesquinho, misógino e redutor.

      Já pensou que se calhar a "amiga" não dormia 2h seguidas à meses e se calhar qd tinha tempo livre tinha mais em que pensar do que nas superficialidades? Se calhar preferia passear, cuidar de si e ter tempo para ela que não envolvesse salões de beleza para atingir a "perfeição" que lhes querem impor?
      As mulheres não vivem para pintar as unhas e arranjar o cabelo, Just saying. Não são babies plastificadas que servem como troféu para os "amigos" ou as "amigas".

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  2. Se perdeu então não eram suas amigas! Tenha muita força, pois a pessoa mais bonita da sua vida está ao seu lado. Pensamentos positivos, a vida ade trazer novas amizades e das boas!!

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  3. Eram amigas mesmo? as amigas/amigos podem dar espaço nos 1ºs tempos, mas não se esquecem. Tive vários casais que tiveram filhos e estava sempre pronto a ajudar e a comunicar.
    Apesar de as rotinas serem diferentes dos casais sem filhos, nada impede de vez em quando, continuarem a se encontrar/falar.

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  4. A iniciativa e o esforço de manter as amizades têm de partir dos dois lados. Quando é que foi a última vez que tentou contactar algum dos seus amigos? Um telefonema não custa muito a fazer.

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  5. Pois aqui, do outro lado da barricada, sem filhos, confesso que perdi a paciência para conversas que só envolvem papas,noites mal dormidas, cansaço, consultas médicas e por aí fora... Ao ponto de já ter ouvido um "sabes lá tu o que é estar cansada", "depois um dia vais ver"... O tema da conversa vai sempre parar ao mesmo e tudo o que eu sinto é totalmente desvalorizado como se isso agora não fossem "problemas"...

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    1. Sim, chegamos a uma altura em que somos discriminadas por não sermos mães. Parece que tudo começa a girar à volta disso, todas as conversas vão dar ao mesmo. Chateia!

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    2. Não podia concordar mais com a sua resposta!! Estando também do outro lado, do meu grupo de amigas sou das poucas que ainda não tem filhos (nem pretendo ter) e se há algumas amigas que conseguem falar dos filhos e de outras coisas como sempre, outras tornaram se impossíveis de aturar.. sempre a mesma conversa, sem darem grande importância ao resto..

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    3. Completamente de acordo!

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    4. Mais uma deste lado... sou o bicho raro por não ter nem querer ter filhos! Já ouvi comentários muito desagradáveis dos meus amigos por não ser mãe. Como se eu não tivesse o direito de dizer que estou cansada só porque não tenho filhos. Como se eu fosse incompleta porque a minha opção de vida não é ser mãe.

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  6. Perdeu as suas amigas ou perdeu apenas o convívio que tinha com elas? Se perdeu apenas o convívio, está sempre a tempo de recuperá-lo...e se perdeu as amigas, está sempre a tempo de arranjar outras.

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  7. Não perdeste amigas, a vida seleccionou os amigos do resto que não interessa.

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    1. Ela perdeu amigas, diz claramente que se sente sozinha, nao deve ter ninguem para conversar.

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  8. as maes queixam-se que perderam as amigas que nao tem filhos. as que nao sao maes queixam-se que só falam em filhos e fraldas etc... realmente ninguem está bem com a vida dos outros... quer tudo gerir a vida dos outros consoante a sua... se sao amigas adaptem-se.... com ou sem filhos

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    1. Ora aqui está um comentário sensato. Não me parece que a questão seja só "ser mãe/não ser mãe", é assim com quase tudo na vida. Senti isso quando eu e os meus amigos acabamos os nossos cursos e estávamos na fase de arranjar emprego. Todos tinham menos eu, todas as conversas eram sobre trabalho, as coisas do trabalho, quão cansados estavam do trabalho... São fases! Agora uns vão casar, fala-se mais de casamentos, de casas, de carros, de ter ou não filhos. Para quem não está ainda nessas fases, todas essas conversas podem ser chatas, fazer sentir desconfortável ou afastar as pessoas.

      A verdade é que há quem queira só falar de si, das suas vidas, dos seus problemas, sobrepondo-se aos outros. Isso não é querer ter amigos, é querer ter quem oiça os nossos desabafos sem querer ouvir os dos outros. Claro que, assim, não há amizade que resista!

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  9. Eu penso que é mais do género: as amigas por vezes é que perdem a amiga que foi mãe. Por isso compreendo os comentários acima porque há conversas que realmente podem incomodar. Já vi de tudo também 😊
    Eu estou do outro lado, não tenho filhos. As minhas amigas que foram mães transformam-se nisso mesmo, mães. Passou a ser o seu papel mais importante na vida.
    Acho que nós que não somos mães não devemos julgar as novas prioridades delas.
    Também passei pelo mesmo, os anos foram passando e as minhas amigas assumiram uma nova vida, é natural. No meu caso, se as coisas mudaram? Sim, e muito. As conversas passaram a ser diferentes? Sim, passaram. Deixamos de estar tanto tempo juntas? Sim, deixamos. Então nos primeiros meses das crianças é que foi uma mudança, raramente conseguíamos estar juntas.
    Mas como amigas que somos, integramos essas mudanças.
    Agora existem pimpolhos por todo o lado, e sinceramente, a mim deixa-me feliz termos tido a capacidade de acolher estas mudanças da vida. A amizade surgiu há muitos anos, e afastar-me porque agora as minhas amigas têm um filho que amam acima de tudo? Não, não me passa pela cabeça, seria só egoísmo da minha parte. Passei foi para outro plano, da mesma forma que na minha vida, o meu marido tem uma importância, e elas outra.
    Estamos todas na faixa dos 40 anos e a amizade vem da escola secundária. Acompanhamos com muito orgulho as mudanças da vida umas das outras… 😊

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    1. Concordo tanto. A autora não falou mal das amigas mas há aqui comentários a falar mal das supostas amigas... Para mim são aquelas que efectivamente não interessam na vida. Se a pessoa amiga vale tão pouco que se anda logo a falar mal nas costas dela só porque a vida mudou...
      Mas tb acho inadmissível a descriminação por não querem ter filhos. Acredito que temporariamente possa ser difícil encontrar temas em comum mas nada como haver cedências de parte a parte (dentro do que é humanamente possível )

      Eu estive do outro lado, de quem tem filhos e deixa de poder (e de querer) ir para bares ou discotecas, que passou por um primeiro ano complicado porque o meu filho tinha problemas de saúde. Mas os meus amigos foram logo seleccionados qd tive uma gravidez de alto risco, estive internada no hospital e nem sequer respondiam às minhas mensagens... Qd ele nasceu tinha um grupo de amigos muito pequeno mas sei que serão amigos para sempre e para tudo.

      A vida ensinou-me que há amigos e aqueles que se dizem amigos. Os últimos não valem o nosso tempo.

      No ano passado tive novamente internada no hospital, outra gravidez de alto risco e tive os meus grandes amigos a passar o meu aniversário comigo lá.
      Obviamente no ano passado o meu foco voltou a ser a gravidez e garantir que tudo corria bem. Certamenteqque se calhar chateei alguns amigos com o meu medo que ele não sobrevivesse ou que tivesse sequelas e qd se faz tudo o que é suposto e o quadro piora na mesma... É, de facto, no ano passado os "bons tempos" e "curtição" comigo foram poucas.
      Mas os amigos é só quando nos interessa? Vou ali dizer à minha amiga que não consegue engravidar que devia voltar aos temas de quando éramos adolescentes ou dizer à que tem familiares doentes para esquecer o assunto e se ir divertir?! É tão ridículo...

      No próximo ano tenho o casamento da minha melhor amiga e actualmente as nossas conversas são 90% sobre o casamento dela, até nas costas dela porque andamos a planear algumas surpresas para o dia dela.
      No ano passado era só tristezas, este ano há um pouco de tudo.
      A mim não me passa pela cabeça deixar amigos qd eles mais precisam de nós.

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  10. Eu nao perdi amigas quando fui mãe. Simplesmente nao posso fazer como os outros e dizer ao final do dia "bora jantar fora" porque tenho de ir a casa, dar jantar, mudar roupa, passear o cão, dar de comer aos gatos... nisso sao 20h30 ou 21h e já estou mais stressada do que com vontade de sair.

    Muitas vezes também deixam de nos convidar porque levar miúdos para saídas a jantares às 23h ou idas a bares não é viável. Muitas vezes nós é que deixamos de estar disponíveis para as saídas porque nao queremos (ou podemos) deixar os miudos com outros e sabemos que será um desastre levá-los.

    A vida muda tanto quando somos pais... muda a nossa, muda a dos outros connosco. Não estás sozinha nisso.

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  11. Não eram realmente suas amigas então. Eu não ia deixar de ser amiga das minha amigas só porque foram mães.

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