terça-feira, 26 de junho de 2018

Segredo.26.17


17 comentários:

  1. Como é que se planeia um funeral? (Não é pergunta ofensiva é mesmo pura curiosidade.)

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    1. Os meus avós (de ambos os lados) planearam parte dos seus funerais em vida.
      No caso deles o que fizeram foi isto;
      1- Escolhe-se a roupa com que se quer ser enterrado e guarda-se muito bem, uma das minhas avós mostrou-me onde estava.
      2- Escolhe-se o local no cemitério e o processo (enterro ou cremação). No caso dos meus avós um lado ja tinha campa de familia, esse assunto ja estava resolvido, mas do outro lado da familia eles compraram (ou alugaram, nao sei o termo) um local no cemiterio e começaram a pagar ainda em vida.
      3- Avisaram os filhos dos seus desejos.

      Os filhos, fingem que não ouvem, reclamam por se falar dessas coisas, acham aberrante mas depois quando o momento chega, cumprem os desejos.
      (sobre campas e agencias funerarias penso que foram os filhos que escolheram)

      E´ mais simples do que parece, e eu percebo a autora, porque embora a diferença de idades entre a autora e os meus avós fosse enorme, a verdade é que penso que para eles foi um processo muito reconciliador de lidar com a morte.
      Há pessoas que necessitam de se apaziguar com o existencialismo, por isso é que estes processos fazem parte dos pensamentos , por outros lado (e pode nem ser o caso da autora)tambem a religiao é necessaria para tanta gente.
      A angustia do existencialismo é real.

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    2. Uma familiar minha escolheu em vida a foto que queria para meter no jazigo. Visto ela não ter marido nem filhos, os irmãos cumpriram o desejo dela! Assim como há gente que quer ser cremada, etc...

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    3. Eu só sei que quero ir para a campa da minha família materna que é onde está a minha mãe.

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  2. Oi?? Mas porque? Sinceramente acho isto disparatado, e dificilmente alguma "justificação" me fará mudar de ideias

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  3. Óptimo...assim já pode morrer descansado(a) que vai tudo "morrer" bem...

    (Ps: E se morrer num desastre de avião e o seu corpo nunca vier a ser encontrado, isso também foi planeado?)

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  4. Eu também. Os meus planos são : enterrem-me onde quiserem ou se preferirem cremar-me e atirar as cinzas ao rio, óptimo Não quero nem saber, quem cá fica que se desenrasque :)

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  5. Eu já tenho desde os 17.

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  6. Preocupo-me com a vida que às vezes até me dá bem o que fazer. E se nem na vida, que é o que realmente (me) importa, as coisas saem sempre como planeado quanto mais na morte.
    Quem ficar que resolva da melhor maneira que puder/souber/quiser.

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  7. E eu preocupada em viver, às vezes sem saber bem como...

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  8. Cada um preocupa-se com o que lhe dá mais jeito, mas isto realmente é bem mórbido...
    Eu tenho planos que gostava de os viver ... o funeral pode esperar, quem cá ficar que veja a melhor forma de resolver o assunto.

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  9. Ninguém controla nada, as pessoas até podem pensar que está tudo planeado,preparado, etc, depois, vem um acidente qualquer no estrangeiro, ou uma situação em que o corpo não aparece, e lá se vai o planeamento.
    Muitas planeiam a reforma, deixando de viver o presente, para assegurar o futuro, e muitos nem lá chegam.
    Dizer que se quer ser enterrado, ou cremado, é uma coisa. Outra coisa é planear um funeral aos 30 anos. Quem cá ficar , que respeite a vontade de ser cremado ou enterrado (se essa vontade tiver sido expressa)o resto arranjem-se!

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  10. Compreendo! Eu não tenho nada "planeado", mas já falei sobre o que quero. cremação e cinzas deitadas ao mar. Os meus pais e os meus avós morreram de forma súbita, numa tragédia e nunca tínhamos falado a sério sobre questões de morte. Foi muito complicado para mim decidir o que fazer. Tentei fazer o melhor que pude por todos. Nunca ninguém quer falar da morte, lembro-me que o meu pai fugia do assunto, mas pode acontecer a qualquer momento, aos 35 ou aos 95 e para quem cá fica é mais fácil saber pelo menos os últimos desejos e se já estiver tudo planeado melhor. Fiquei a saber que morrer fica caro, lá está se já estiver tudo planeado é mais fácil, até mesmo a este nível, já para não falar nas questões psicológicas dos familiares. Eu fiquei muito afectada, não sei se fiz o correcto, espero que sim.

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