quarta-feira, 19 de setembro de 2018

Segredo.19.17


19 comentários:

  1. Então não vás! A não ser que entres e descubras que afinal até gostas do curso, vais provavelmente ser infeliz e má profissional...

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  2. Entrar no curso de direito e não gostar de direito é algo intragável...Estou no curso e um amigo meu não gosta e está aqui por motivos semelhantes. Todos os dias são um pesadelo.

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  3. Sei que deve ser difícil ir contra a vontade do teu pai neste caso, mas vais conseguir viver com essa escolha?

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  4. Acho estranho. Advogados é coisa que não falta e a maior parte deles andam por ai a penar, fazendo o que podem, devem e não devem fazer, para sobreviver. E o seu pai, como advogado, deve conhecer muito bem esta triste realidade e o estado da advocacia em Portugal. A medicina, por sua vez, é uma área muito nobre que lhe trará certamente bons frutos para a sua vida, sobretudo se tiver realmente a vocação de ser médica, por isso...não percebo que razões terão levado o seu pai a ficar adverso à ideia...

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    1. Se o Francisco vivesse no meio da Elite da advocacia , já percebia a razão do pai!

      Agora para a autora: Segue o que queres, segue a tua vocação. Nunca serás feliz numa estrutura tão diferente, como entre a Medicina e Advocacia.
      Contra tudo e contra todos, devemos sempre seguir o que nos apela, e nunca os interesses ou sonhos dos pais!

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    2. Anónimo(16:20), bem...da "Elite da advocacia" sai sempre pelo menos um advogado preso todos os anos, por isso, continuo sem perceber a ligação...

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  5. Ir para um curso que pensamos não gostar, é meio caminho andado para não gostar mesmo. No entanto, até te podes vir a surpreender pela positiva.
    Em relação à Medicina, antes de se entrar no curso vê-se a Medicina de uma forma muito romântica: "vou ajudar pessoas e quem sabe até salvar, deve ser mesmo bom!" - e é! mas... quando perceberes por tudo o que vais ter de passar para conseguir ser médica, quando começares a trabalhar e a perceber como o ser humano é mesmo mal agradecido, quando o ordenado miserável cair na tua conta, quando perceberes que não podes falhar nunca e isso acarreta uma enorme responsabilidade, as noites e fins de semana que vais trabalhar... todo o romantismo se acaba. Estar numa profissão que te obriga a abdicar de tanta coisa na tua vida, tão exigente e com tão pouco reconhecimento, não sei mesmo até que ponto vale a pena. A paixão que podes sentir agora pela Medicina ficará beliscada depois de tudo isto que te conto. Infelizmente, só se consegue chegar a esta conclusão muito próximo do fim do curso ou quando se começa a trabalhar.
    Com isto quero apenas dizer que ninguém sabe realmente daquilo que gosta enquanto não começa efectivamente a trabalhar. Portanto, pode ser que venhas a gostar muito de Direito.
    Os meus pais nunca me incentivaram a ir para este curso por terem a perfeita noção de tudo o que acabei de te relatar mas eu inocente e ingénua fui para o que achava que queria ser. E agora cá estou. Arrependida mas a fazer o melhor que sei, a dar o melhor de mim, mas sempre com a ideia de mudar de vida no pensamento.

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    1. Isto é a minha opinião a 100%!
      Em relação à autora do segredo eu consigo (como é óbvio) ter empatia e estar num curso que não se gosta é horrível.

      Quanto a medicina em particular fica com a opinião de quem acabou o curso há apenas um ano. Entrei por vocação, pelo romantismo, por tudo. Sei que na altura se não tivesse entrado ia ser um golpe muito duro.

      Hoje sei com toda a certeza que se não tivesse seguido medicina era a melhor coisa que me tinha acontecido. Não estou a menosprezar aquilo que sentes. Mas medicina não é provavelmente, de todo, aquilo que idealizas.

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    2. De qualquer forma penso que será melhor para a autora ir para medicina e não gostar do que entrar para um curso que à partida não lhe diz grande coisa

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    3. Só discordo da parte do ordenado miserável e do pouco reconhecimento.
      Em Portugal, o sr dr é Deus na terra, e 2.746,24, fora suplementos, não é propriamente miseravel

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  6. Não faça isso!
    Siga o que gostaria de fazer!
    Isso pode resultar em muitas coisas más, a começar por fazer aquilo que não gosta e por causa disso ser uma má profissional.
    Faça o que gosta.
    Outro curso qualquer é tão digno como esse!
    Imponha-se! Um dia os nossos pais já não estarão por cá e não são eles que vivem por nós, não são eles que lutam pelas nossas batalhas.

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  7. Minha cara, o sonho comanda a vida, desde que o sonho seja sonhado acordado e não a dormir....seja uma boa médica em vez de uma má advogada.

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  8. Estando já no meu último ano de licenciatura e vendo todo o esforço e dedicação que exige, agora possa afirmar mais do que nunca do que isso é um erro. Eu bem sei qual é a preocupação dos seus pais: querem garantir o melhor para os seus filhos e que eles ganhem muito. Ganhar muito dinheiro é importante, mas não há dinheiro nem estatuto neste mundo que compense estar num curso que se odeie. De que vale sermos reconhecidos em algo se não nos sentimos felizes? Está na altura de começarmos a valorizar mais a nossa própria saúde mental em vez de sermos aquilo que os outros querem que nós sejamos.
    Sei que deve ser difícil ir contra à vontade do teu pai, mas impõe-te. O futuro é teu e não dele. Não cometas o mesmo erro que eu vi muitos do meus colegas cometerem.
    Beijinhos
    Blog: Life of Cherry

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  9. Faz te à vida e segue o curso que queres... És maior e vacinada.

    Ou aproveita que ele te paga o dito curso, tira-o e termina isso rapidamente. Depois disso entra em medicina.

    Não vais morrer amanhã e um curso que adoramos não tem que ser tirado logo de imediato. Não estás condenada a nada. Quantos não têm cursos que odeiam e simplesmente nunca exerceram?
    Se é dinheiro desperdiçado? É... Se recusares perderás o apoio e a relação com os teus pais? E valerá a pena?
    Há pais parvos, com palas nos olhos como os burros... É triste? É...
    Eu tenho uma amiga com um percurso idêntico só que a saga dela foi com medicina. Todos nós víamos o não entrar no NOSSO curso no 12o ano como o fim do mundo... Guess what não é!!!
    A minha amiga tinha uns pais doentes completamente obcecados para que entrasse em medicina... A brincadeira custou-lhe a ela muita felicidade e muito stress. Coincidência do caraças ela queria mesmo era ser advogada.

    Portanto no final do curso de medicina, pegou no dinheiro e foi tirar o curso que queria (mudou de ideias em relação a advocacia). Está a terminar e adora. Diz que até não odeia tanto dar consultas porque sabe que em breve se vai livrar daquilo.

    E os pais? Não a compreendem na mesma, acham que está a desperdiçar a vida. São maus pais, péssimos pais que nunca se preocuparam com ela ou com o bem-estar dela. Acredito que pretendem viver através dela tudo aquilo que foram incapazes de fazer.

    A vida dela está a melhorar desde que cortou as amarras daqueles pais. Infelizmente não conseguiu ter uma visão "que se f***" desde cedo... Teria evitado ter passado por perturbações de ansiedade e ter desenvolvido perturbação obcessivo-compulsiva... Mas tu vais a tempo.
    Faz o que tiveres que fazer para saíres bem dessa situação e lembra-te que mais ninguém quer o teu bem como tu própria queres para ti. Há pais que não vêem os filhos sequer como seres humanos como desejos e sonhos... Vêem apenas piões para manipularem. É triste? É. Quanto mais depressa te livrares das amarras deles mais feliz vais ser.

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  10. Ainda vais a tempo de mudar de curso para Medicina. Entrares num curso que não gostas,vai condicionar toda a vida académica e não vais aproveitar como provavelmente aproveitarias se estivesses no curso que queres.
    Deves falar com o teu pai e explicar-lhe que o teu sonho é a medicina e não a advocacia. Se calhar ele pensa que o teu sonho é ser advogada...

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  11. Acabei o meu curso de Direito em 2012. Sempre pensei em seguir Direito e "não entrar" nunca foi opção.
    Porém, eu que sempre quis estudar Direito, só posso dizer que o curso custa muito.
    Por isso, Autora do segredo, ganhe coragem e mude de curso porque os próximos quatro anos podem ser demasiado extenuantes e penosos a fazer uma coisa que não gosta.

    Acrescento apenas que o curso de Direito é muito amplo e não tem necessariamente que ser advogada.

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  12. Minha querida, mais vale desiludir já o seu pai e seguir o que realmente quer do que mais tarde viver um vida triste numa profissão que não gosta e estar a tirar a culpa ao seu pai... Quer faça o curso de advocacia quer não vai haver problemas com o seu pai porque está a forçar uma coisa que não a realiza pessoalmente. Corte já o mal pela raiz e vai ver que mais dia menos dia ele esquece e até vai sentir orgulho não sua filha médica. Agora tenha coragem e lute pelo que gosta!!!

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  13. POR FAVOR NÃO VÁS!!! Vais ser muito infeliz. Não entendo porque o pais fazem isso aos filhos, porque não deixam os filhos serem o que eles querem!!!

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