sexta-feira, 28 de fevereiro de 2020

Segredo.28.112


55 comentários:

  1. com os ordenados de hoje em dia (mesmo os ordenados dos homens) nao sei se se safava a depender de alguem a ganhar o ordenado minimo. já sao poucos os homens que podem, sozinhos sustentar uma casa. mas... pode sempre optar por ser pobre e lavar cuecas no tanque, é uma opção de vida...

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    1. la vamos nós outra vez com a conversa do salario minimo. mas a maioria das pessoas ganha o minimo? não. há 1 ou 2 milhoes de portugueses que ganham.
      e se o medio anda nos 800/900€ significa que há muita gente acima dos 1000/2000€. agora depende daquilo que se quer na vida. teoricamente se há casais que trabalham os 2 e ganham o salario minimo e sobrevivem, entao um homem que ganhe o dobro do salario minimo podia optar por sustentar a mulher porque seria equivalente à primeira situação.

      E depois havendo filhos há a questao das despesas. pagam creche, atl, carrinha escolar, etc. Se a mulher estiver em casa é menos um salario mas tambem menos custos.

      Conheço um casal com 1 filho que ela ficou em casa nos primeiros anos (ate ao miudo ir para a primaria) porque ela ganhava o salario minimo e assim poupou a creche, e tambem ela fazia o almoço e o marido aproveitava e vinha a casa almoçar (e assim ele poupava do sub almoço). e ele tinha um salario mais porreiro que deu para os sustentar.

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  2. O feminismo é: Dar oportunidades iguais independente do sexo. O feminismo não é: obrigar-te a ter uma profissão, a não quereres filhos ou a ter uma profissão "de homem".
    Infelizmente, cada vez são atacadas mulheres que largam o trabalho para ficar com os filhos (sei que nao foi isto que disseste, estou só a dar um exemplo), mas essas pessoas que atacam não são feministas. O feminismo é baseado em oportunidades e escolhas, não cobranças. Isso que falas, não é o feminismo. E pessoas que cobram, não são feministas. Feministas dizem-te "ok, tu sentes isso, mas tens mais escolhas/oportunidades certo? Então escolhe, e está tudo bem com qualquer uma das duas".
    O resto, já é contigo.

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  3. Viver com autonomia ou depender de alguém são ambas opções aceitáveis, desde que sejam escolhidas em total liberdade.
    Ser mãe e dona de casa e viver em dependência do marido não prejudica terceiros, portanto, não vejo mal algum.
    Há algumas desvantagens... Se dermos com um marido tirano, não podemos comprar nada que nos apeteça. E se nos divorciarmos ou enviuvarmos, ficamos com uma mão à frente e outra atrás.

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    1. Prejudica o marido. Toda gente fala da liberdade da mulher escolher mas o homem tem de ter a liberdade de dizer que não quer sustentar ninguém. E ninguém fala da sua vontade. E depois ele é que podia ser tirano,e não deixar que se compre tudo o que se apeteça. "Que machista mau".
      Enfim...

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    2. anonimo das 13h19. ha machistas bons? e é claro que para se ser sustentado tem de haver acordo de ambas as partes. a liberdade de um termina onde começa a liberdade do outro.

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    3. Exatamente.
      Deixar a responsabilidade financeira em cima de uma pessoa é super seguro. Perde o emprego e ficam todos sem abrigo ou sem comer!
      Mas ele é que é o mau porque não deixa a mulher ser dona de casa...
      Isso só funciona para malta que ganha muito, e mesmo assim, nada impede de pedir divórcios...

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    4. Anónimo das 13h19, só prejudica o marido se este sentir que se esforça e que a mulher nada faz. Acontece que há homens que até gostam de ter as mulheres em casa e algumas mulheres, como a do segredo, não se importam de viver à custa do marido.
      Visto assim, desta forma, explique-me qual é o mal!Nenhum!
      Agora, se a mulher que quer viver à custa do marido der com um que não a respeite e que a use o poder financeiro para a tratar mal, já não me parece uma boa parceria.
      Mais ainda: uma mulher que trata dos filhos e da casa também não está a dar um contributo para a vida doméstica e familiar? Ou só quem ganha dinheiro é que faz alguma coisa?
      Pense nisso.

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    5. Anónimo 17.14h,com a sua primeira frase demonstrou que certamente não percebeu a ironia da minha expressão...

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    6. Anónimo2 de março de 2020 às 13:19

      olhe, mas há homens que preferem assim. tenho uma amiga na casa dos 30 anos, 1 filha pequena, o marido ganha relativamente bem, e ele prefere que ela fique em casa a tratar da filha e a fazer todo o trabalho domestico e ele chega a casa tipo rei e nao faz nada, do que ela ir trabalhar, terem de pagar creche e ela ir ganhar o mesmo que eles vao pagar de creche (eles nao vivem em Portugal). Ela aceitou isso durante os primeiros 3 anos mas agora chateou-se e fartou-se e começou mesmo a trabalhar, mas foi dificil, que ele nao queria nem por nada que ela fosse trabalhar.

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    7. No fundo, secalhar o homem quer a mulher em casa para a controlar.
      Há homens assim.

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    8. Anónimo3 de março de 2020 às 18:00

      não é o caso, ele nao a quer controlar. ele nao quer é ter trabalho. ou seja, ele quer chegar a casa e ter o jantar feito, a casa limpa, a roupa lavada e passada a ferro, as compras feitas, etc. Ele quer chegar e sentar-se no sofa a beber uma cerveja, jantar, vai ver TV, no fim de semana passeia e nao tem tarefas nenhumas para fazer.
      quando ela começou a trabalhar fora, significou que as tarefas domesticas começaram a ser divididas e ele começou a ter de fazer coisas em casa. Acrescendo ao facto de que financeiramente nao faz muita diferença: ela ganha um salario baixo e a creche tem preços altissimos nesse país, pelo que me deram a entender a creche é tipo 60/70% do salario dela, portanto ele acha um disparate ela trabalhar.´

      Resumindo: é uma questao de comodismo e nao de controlo.

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  4. cada um com as suas preferências. prefiro trabalhar e ser independente. mas respeito a sua opiniao. desde que nao me peçam a mim para sustentar outro adulto, tambem nao o espero que façam por mim.

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  5. Cada um faz o que quer. Desde que não se queixem

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  6. Às vezes também me sinto cansada da responsabilidade que a vida profissional acarreta e tenho essa vontade de depender financeiramente de outrém. Mas os riscos são muitos e acho que é um ideal que na prática pode correr mal.

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  7. Ser feminista não o que pensas, não é a mulher querer ser mais que os homens, é igualdade de género e, sobretudo liberdade de escolha. Liberdade essa que tanto pode significar ser independente, ou ser dona de casa, como é o teu caso :).
    Beijinhos
    Blog: Life of Cherry

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  8. Gostaria portanto de viver num país como a Arábia Saudita?
    Gostaria honestamente de perceber.

    Eu sou feminista a 100%.
    Adoro o facto de ter direitos, de não estar dependente de autorização do meu pai ou marido ( ou o homem responsável por mim) para poder conduzir, estudar, trabalhar, sair do país, de casa ou até para uma simples consulta.
    Gosto do facto de ser reconhecida como potencial herdeira dos bens de família ( em igualdade com qualquer pessoa da minha fratria) e não estar sujeita às miséria completa se por acaso o meu irmão decidisse não me sustentar caso os meus pais morressem enquanto eu era solteira, gosto de não me poderem casar contra a minha vontade e de poder divorciar-me caso seja infeliz. Gosto do facto da violência doméstica ser crime e de não acharem que devo apanhar porrada até morrer ou estar perto disso porque tive o azar de terem escolhido um homem para mim que resolve as coisas com murros e pontapés contra mim. Também gosto de viver num país onde se reconhece a violação matrimonial e de não existir a premissa de que sendo casada devo obediência cega e total submissão, o que inclui ter relações sexuais quando o homem quer. Independentemente da minha vontade.

    Podia estar aqui todo o dia mas finalizando, gosto de viver em 2020 onde um casal pode decidir em conjunto que a mulher fica em casa a cuidar do lar ( como há inúmeras situações) mas onde tb pode ser o pai a ficar em casa porque faz mais sentido à família.

    Ou seja, eu gosto do facto de haver escolha. Algo que antigamente era inexistente para as mulheres. E honestamente gostaria de compreender o que faz uma mulher dizer que gostaria de viver com essas condições, sendo considerada sub-humana.
    Será que são contra todos estes direitos? Acham que deveríamos ser forçadas a ter 15 filhos porque é a vontade do marido ou ser impedidas de sair à rua porque o pai/marido/irmão acordou mal disposto? Não entendo...

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    1. Portugal e Arábia Saudita não são os únicos modelos. Nos Estados Unidos há muitas mulheres que não trabalham.

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    2. claramente a pessoa que escreveu o post nao entendo o feminismo como aquilo que escreveu. para ela feminismo é que tem de ser obrigada a ir trabalhar como os homens fazem e nao pode escolher ficar em casa a ser domestica como preferia. Tal como lhe tentaram explicar noutros comentarios feminismo é poder escolher e nao ser obrigada a trabalhar.
      Mas repare, numa coisa percebo o ponto de vista de quem escreveu o post: apesar de se dizerem a favor da escolha, hoje em dia muita feminista criticam quem tem um pensamento mais tradicional e quer ficar em casa. Daí ela escrever que "é segredo" e "fica-lhe mal dizer o que pensa".

      Por outro lado, está a exagerar na sua comparação com a Arabia Saudita. Penso que o que ela pretende é ter uma vida como a geração da minha mae, em que ja tinha bastantes direitos, mas era super normal (pelo menos nos meios pequenos como na minha aldeia) só o homem ir trabalhar e a mulher ficar em casa a tomar conta dos filhos. Acho que dos exemplos que refere é que nesses casos a violencia domestica era ainda muito aceite e considerada normal pela sociedade e tambem nao me parece que nos anos 80 algum juiz reconhecesses a violação matrimonial independente de estar na lei ou nao.
      Por outro lado, nessa altura, como o divorcio era muito mal visto, a mulher tinha uma segurança financeira maior na relação, ou seja, era muito pouco provavel que o marido se divorciasse e ela ficasse na miseria.
      A mim pessoalmente o que me choca hoje em dia nas mulheres que optam por ficar em casa é como é que elas pensam se safar se daqui a 10 anos o marido se divorcia e ela fica sem rendimento mensal e com 10 anos fora do mercado de trabalho é muito dificil voltar.

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    3. Em Portugal, na geração antes da emancipação da mulher, a mesma dependia da autorização do marido para fazer inúmeras coisas. Se o marido não autorizasse ela não podia trabalhar, ter uma conta no banco e por aí fora. Qual é precisamente a diferença com a Arábia Saudita? É porque não eram obrigadas a seguir a lei Sharia e taparem-se dos pés à cabeça? É que a religião católica era uma escolha...

      E serem vistas como pessoas com direito de escolha, eram? Nem para votar ou sequer para sair à rua sem autorização do marido... E a violação matrimonial era mais do que aceitada. O ditado tão português "entre marido e mulher não se nete a colher" não vem do ar... A mulher tinha que ser submissa, não tinha direito a opinião sequer.

      A comparação com os EUA é que é completamente descontextualizada.
      Nos EUA e em Portugal e noutros inúmeros países há centenas de mulheres que ficam em casa a serem sustentadas pelos maridos e s cuidar dos filhos. E isso é um direito de escolha!

      Nada impede a autora do segredo a estar em casa. Nada a impede de o escolher.
      O feminismo apenas fez com que pudesse tomar essa decisão e fez com que ela soubesse escrever e deu-lhe a liberdade para dar s sua opinião...

      E o que o feminismo é ou não, não depende da interpretação dela. Quem não sabe o que o feminismo é que pesquise e se eduque. Não há nada mais ignorante do que mulheres dizerem que são contra o feminismo. Dá vontade de as mandar todas para um qualquer país que não lhes dê as liberdades que têm para terem acesso a essa magnífica experiência.

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    4. Sem me querer meter, mas já me metendo...
      Não vou falar da cena da Arábia saudita mas, as coisas mudam.
      E embora eu gostasse de me determinar feminista (porque defendo a igualdade etc), a verdade é que o movimento tem-se vindo a alterar.

      E se isso aconteceu foi porque alguém assim o fez... Existe muita gente parva no movimento e essas ideias parvas estão a ter mais voz do que aquilo que era o feminismo.

      Se existem feministas e "más feministas" então o movimento tem de se adequar, porque senão vamos continuar nesta treta de conversa de "vocês não sabem o que é o feminismo!" E secalhar até defendemos todos a mesma coisa.

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    5. O feminismo é histórico.
      Não é porque umas aluadas se dizerem feministas que significa que o sejam quando não querem igualdade e não a promovem.

      A malta que assassina homossexuais em África em pleno ano de 2020, em nome da religião Católica,passa a ser católico?
      Governos da Venezuela que se dizem Socialistas mas depois são ditaduras passam a determinar o que é o socialismo?
      Ateistas com ódio extremo para com religiosos passam a ser a definição do ateísmo?
      E por aí fora...?

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    6. Eu entendo o que queres dizer.
      Mas as coisas mudam e o que acontece é que essas "algumas aluadas" (que não são poucas btw) neste momento são as que carregam o movimento nas costas.
      Não vemos ninguém a falar delas com outro nome, está tudo misturado e as pessoas de fora vão ver tudo como a mesma coisa.

      A culpa certamente não é das pessoas a quem lhes é dada essa impressão.
      Não achas que estranho que uma ideia tão equilibrada (como era a do feminismo de 1 e 2) esteja agora sem grande aderência por parte de muita gente? E se fores falar com essas pessoas, verás que até pensam muito como tu (se fores das "feministas á antiga")...

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  9. O feminismo não é isso. Feminismo é você poder estar em casa a depender de alguém caso isso seja escolha SUA e não uma imposição. Feminismo é você poder dizer que quer ter um papel "tradicional" de mulher, sem que ninguém a julgue.
    Feminismo é eu poder escolher ser independente sem que ninguém me force a ser esposa e mãe. Feminismo é eu poder dizer que quero ter uma carreira sem que ninguém me julgue.
    Você é mais feminista do que pensa.

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  10. Estás equivocada sobre o feminismo. O feminismo luta por oportunidades iguais, e não pela falta de liberdade de ninguém. Eu considero-me bastante feminista e não trabalho fora, tenho um hobbie que trás pouco dinheiro para dentro de casa. Se estou em casa a fazer só o que gosto devo-o também ao meu marido que me ajuda a ser quem sou. Não me sinto diminuída por ganhar menos que ele e sou muito feliz. Se tens que trabalhar fora e não o queres fazer, não culpes o feminismo, o feminismo é liberdade.

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  11. É claro que gostavas... Sair da casa dos papas, para ser sustentada por um marido. Espetáculo.

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  12. Devia ler mais sobre o feminismo e escolhas pessoais antes de pensar assim. O feminismo significa que pode escolher o que quer fazer (ficar em casa ou ter uma profissão) e não sujeitar-se a apenas uma única opção (ficar em casa). Por exemplo: o feminismo permite-me a mim, mulher, fazer mecânica no meu próprio carro sem que isso signifique que estou a sair do meu papel de mulher e a desempenhar uma tarefa de homens. Contudo, eu não gosto de mecânica e prefiro que o meu marido o faça. Mas é uma escolha nossa, dos dois. Entende?

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  13. Se é para saíres de um sítio, onde és sustentada (casa dos pais), para ires para outro, onde também és sustentada (pelo marido)... Porque é que sais de casa dos teus pais?

    Aliás, se não é para dividir a carga que se tem e juntar ordenados para ter algo melhor (uma casa melhor, um sítio melhor etc) para que é que um homem há-de sair de casa dos pais para depois ter de sustentar uma mulher?

    Para isso fica em casa dos pais. Saí de lá para ter uma filha para criar. E a mulher sai para ter um filho a quem lavar a roupa e cozinhar.

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    1. Porque as pessoas não se juntam (ou não deviam, pelo menos) para juntar ordenados. Juntam-se para terem uma vida em conjunto, porque se amam e têm um plano de vida a dois. Não vejo o problema de, nesse plano, o casal decidir que apenas um trabalhará fora de casa.

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    2. Juntam-se pq se gostam, mas também pq é realmente mais fácil terem uma vida juntos do que separados.
      Quer em termos de dinheiro ou tempo.

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    3. anonimo das 19:19, muito medo do seu comentario. a serio que para si as pessoas juntam-se porque a vida é mais facil? eu estou com o meu marido porque o amo e suponho que a maioria das pessoas tambem o faça por esse motivo

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    4. Anónimo 15:14
      Ignorou completamente a minha primeira frase onde disse que se juntam pq se gostam.

      Vou expor a situação de modo diferente. Se ambos trabalhassem mas não vivessem juntos, seria 2 casas para cuidar e pagar (ou então viveriam com os pais mas com outras obrigações certamente).

      Uma pessoa trabalha 8h-9h com almoco, 1-2h para transportes (às xs mais), 7-8h para dormir, depois tem de tirar tempo para fazer as obrigaçoes domésticas (meter a lavar e secar roupa, louça, limpar a casa, fazer compras) e outras coisas q demoram tempo como tomar banho e tratar de refeições, etc.

      Quanto tempo sobra para estar com amigos ou namorados depois de fazer isto tudo? Muito pouco.

      É claro que as pessoas se juntam porque gostam uma da outra, MAS há que admitir que é muito mais fácil ter tempo para uma relação se viverem juntos.

      Agora, um a trabalhar outro em casa, bem, á partida se cada um tratar da sua responsabilidade o homem não terá nada que fazer em casa e a mulher não terá de sair para trabalhar.
      Mas hoje em dia, que trabalhos é que pagam para sustentar 2 pessoas (e depois ainda poderão ter filhos), casa, etc?
      Eu respeito a decisão de cada um, no entanto, do modo que as coisas são para a esmagadora maioria das pessoas, eu não acho correto para com um homem pedir-lhe para ele ter tamanha responsabilidade.

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  14. Também gostava de ter alguém que me sustentasse.

    Assinado por um homem.

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    1. O meu pai também já disse que gostava, ahah.

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  15. Eu conheço um casal em que ele está em casa a tomar conta dos filhos e ela trabalha.
    Funciona para ambos.

    A mim faz-me confusão esta coisa de ser contra o feminismo. Tenho para mim que é muita ignorância relativamente às reais condições de vida das mulheres antigamente e da sua falta de direitos.

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  16. Penso exactamente assim!! Como adoraria poder ficar em casa, com conforto financeiro, a tratar da casa, dos filhos, das roupas... Também não o posso dizer em voz alta, mas estou sempre a dizer que nasci na década errada. Adoro tudo o que se relaciona com a casa e só lamento ter que trabalhar na medida em que isso implica não ter tempo para fazer todas as coisas que realmente me fazem feliz.

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  17. Claro, claro!
    Poder ficar em casa a descansar a pele, levar as crianças ao colégio, ir ao ginásio, orientar a empregada, organizar um armário, tomar café com as amigas, ir às compras, ir buscar os crianças ao colégio e esperar o marido com um sorriso no rosto colocando-lhe os chinelos nos pés. Quem nunca? Claro que tudo isto com do dito "conforto financeiro".

    Só é preciso encontrar o banqueiro, perdão, o marido certo. Eles existem.

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    1. Que vida chata! Fogo! E falo sem ironias. Levar crianças à escola? Arrumar armários? Safa..

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  18. Eu entendo-te. E é muito bonito dizer-se que o feminismo não é obrigar ninguém a ter uma carreira e só luta pela igualdade de oportunidades a ambos os sexos, mas quem vê como o feminismo é nos EUA, por exemplo, percebe que as coisas não são bem assim.
    Felizmente que há cada vez mais um número maior de mulheres que querem lutar por um casamento mais tradicional. E não, um casamento tradicional não é passar o dia inteiro em casa sem fazer nada e gastar o dinheirinho do marido...
    Há inúmeros grupos no FB que são dedicados a nós. Experimenta visitar a página The Darling Academy, por exemplo. (aparece por lá, podemos trocar ideias). Há inúmeros sítios onde podemos encontrar mulheres que sentem o mesmo que nós. Pena que cá em Portugal as mentes ainda estão meio fechadas...

    PS: Deveriam ler um livro muito bom chamado The Flipside of Feminism. Se tiverem paciência, aposto que também iriam aprender muito sobre o assunto....

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    1. defender igualdade é ter mente fechada? a sério ?

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    2. Anónimo3 de março de 2020 às 10:28

      oh anonimo, porra que ta dificil de perceber. o feminismo supostamente defende a igualmente, a possibilidade de escolher ficar em casa ou ir trabalhar. na pratica, muitas feministas acreditam que a mulher deve ser obrigada a ir trabalhar e criticam fortemente quem fica em casa.

      portanto passou-se de uma situação em que antes a mulher obrigada a ficar em casa e agora é obrigada a ir trabalhar. e as mulheres que de facto querem ficar em casa sentem-se atacadas e por isso referem que as outras têm mente fechada.

      vamos la a ver: eu trabalho, ganho o meu salario e gasto o que me apetece sem dar satisfações ao meu marido. Para mim seria completamente impensavel ficar por opção dependente financeiramente dele e nao compreendo as mulheres que o fazem. Portanto do ponto de vista delas eu tenho uma mente fechada porque não reconheço como valida a opção que elas tomam.

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    3. anonimo 15.21. e têm razao. realmente tem mente fechada. pois ter mente aberta é compreender o outro lado mesmo quando nao concorda. se nao reconhece outras opçoes como válidas entao sim, a sua mente é fechada

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    4. Só um reparo sobre a ideia de que as mulheres eram obrigadas a ficar em casa. Não eram. Em Portugal, as mulheres das classes mais baixas sempre trabalharam fora de casa. Na minha família, as minhas bisavós e trisavós não eram domésticas. Até podia haver o ideal de a mulher ficar em casa, mas só estava ao alcance de uma pequena parte da população.

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    5. "Bunny3 de março de 2020 às 17:26"
      eu sei que neste caso tenho mente fechada, era precisamente isso que eu queria explicar para o anonimo das 10: 28


      "defender igualdade é ter mente fechada? a sério ?"
      sim porque eu defendo a igualdade de homens e mulheres trabalharem por igual por isso nao compreendo as mulheres que querem ficar em casa, e por consequencia tenho mente fechada

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    6. Anónimo4 de março de 2020 às 08:58

      nao estou a falar de avos e bisavos. estou a falar da geração da minha mae que tem neste momento 60 anos. em que os maridos já tinham um emprego mais jeitoso, que lhes permitia sustentar a familia e as mulheres faziam a lida da casa, tratavam dos filhos e eventualmente a parte agricola no quintal se fossem de aldeias. tambem nao estou a falar dos muitos pobres e das classes baixas, estou a falar da classe media que é o que conheço.

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    7. Anónimo4 de março de 2020 às 17:24,

      A minha mãe tem neste momento cinquenta e poucos anos e não vejo mulheres da idade dela, de classe média, em casa. Aliás, essa foi a primeira geração de mulheres com maior escolarização (até ao 12º, pelo menos), o que as permitiu terem empregos melhores e ascender à classe média.

      As mulheres domésticas em Portugal foram sempre poucas e estavam concentradas principalmente nas grandes cidades. Existia esse ideal, mas na prática não era o que acontecia.

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  19. Se uma mulher não quer trabalhar e quer ter um casamento mais tradicional "só" tem de encontrar um marido com o mesmo entendimento e criarem a dinâmica familiar que entenderem. Se ambos estiverem em sintonia vivem como entenderem melhor. Onde está o problema? Falta de coragem?

    Eu não quereria isso para mim (e tenho inúmeros argumentos), mas quem o deseja porque tem problemas em o assumir? Por causa do que os outros pensam? Os outros pensam sempre qualquer coisa.

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    1. A não ser que ela própria pense que isto tem algo de errado.

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    2. sim, mas nem toda a gente tem a mesma à vontade para levar com comentários maldosos dos outros. por ex, eu estou casada há 5 anos e nao tenho filhos. estou sempre a levar a conversa de que quando é que temos filhos, e o que se passa, e nao devemos esperar mais , e depois quando quisermos que nao conseguimos, e que se calhar ja estamos é a tentar mas nao conseguimos, enfim. As pessoas não acreditam na possibilidade de um casal efectivamente nao lhe apetecer ter filhos. E eu às vezes calo-me (porque acho que nao devo satisfações da minha vida), às vezes respondo torto, enfim. É chato.
      Por isso percebo que quem tem uma ideia de vida fora do que a sociedade aceita depois acaba por ter de levar com as opinioes e nem todos têm estomago para aturar isto. Eu a mim há dias em que os comentarios me magoam e me chateiam imenso.

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    3. Não que tenha de o fazer mas se p.ex disser "NAO QUEREMOS" ou "NAO PODEMOS", algo para deixar a pessoa a sentir-se estúpida por ter perguntado (mesmo q até seja mentira) acho q é capaz de as calar.

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    4. Anónimo 2 março às 18h35,
      Mas foi por isso mesmo que escrevi "os outros pensam sempre qualquer coisa" e claro muitas vezes verbalizam-no sem que tenhamos perguntado nada.

      Por mim, aprendi a viver a minha vida pensando pela minha cabeça e não pela dos outros e muito menos pelos seus julgamentos. Se já criticaram as minhas opções? Já - E até tiveram bastante motivo de conversa. Mas certamente quem me criticou também tem as suas "coisinhas menos boas na vida".
      Quero o melhor para mim sem prejudicar os outros. Quem não concorda, pois que só tem de fazer/viver de outro modo.

      Temos de nos munir de ferramentas para desviar a atenção desse tipo de comentários. Educada mas firmemente cortar a conversa. Cada macaco no seu galho e vossa vida como casal é a vossa vida, a vossa opção. Quem está de fora tem mais é que perceber que é aí que se deve manter.

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  20. Que interessa isto tudo se na prática as que trabalham procuram, e casam, na maioria, com homens que ganham mais e melhor do que elas e assim lhes permite ter uma boa vida? Não vai dar no mesmo?
    Conheço várias que vivem assim comodamente e que não se separam porque não estão para abdicar do conforto financeiro que têm e que sozinhas não iam conseguir ter ou viver.
    Quem conheço com boa vida, e que trabalham, estão todas com maridos que ganham muito bem.
    Às vezes até brinco com isto, para quê tanta independência, lutas e trabalhos se depois quem está bem é quem tem um marido rico?

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    1. O problema não é quando está tudo bem.
      O problema é quando o marido deixa de o ser é vai deixar de as sustentar. Aí sim, é importante a tal "independência".

      E como o casamento não depende só dá mulher querer... É bom ter um plano B.

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